Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - XIV

Caro Henrique,
Sobre o assunto, penso eu e penso que toda a gente da AMBIO pensa que é
assunto já suficientemente pensado e esclarecido.
Cumprimentos.
Manuel Antunes

NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>; "'AMBIO'"
<ambio@uevora.pt>
Sent: Thursday, September 16, 2010 2:40 PM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto

A indignidade está em pretender diminuir os meus argumentos acusando-os de
ser uma tentativa de vender serviços em vez de os diminuir contestando-os,
como tenho feito com os seus.
Não me viu em lado nenhum dizer que o Manuel Antunes tem estas posições
porque lhe são economicamente favoráveis (e por acaso até acho que lhe são
desfavoráveis porque acho que era possível a afurna ganhar mais dinheiro
vendendo biodiversidade em vez de vender madeira, mas a questão central é
que não misturo os seus interesses económicos, aliás legítimos, com a
defesa que faz das suas ideias, de resto erradas, acho eu).
henrique



publicado por MA às 12:59
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - XIII

Henrique, não se chateie.
Quando escrevi, a propósito do seu modelo de gestão, "vá vendê-lo para outra
freguesia", foi, com é óbvio, em sentido metafórico.
Quanto a "argumentos convincentes", se há algum problema, não é por falta
deles, de parte a parte, mas, tavez já e até, por excesso deles. Que
produzem, naturamente, convicções diferentes. É um direito que assiste à
AFURNA, ou a qualquer pessoa ter convicções semelhantes ou diferentes da
sua. Neste caso, por acaso, a AFURNA até tem convicções diferentes. Onde
está a indignidade?
Manuel Antunes

NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>; "'AMBIO'"
<ambio@uevora.pt>
Sent: Thursday, September 16, 2010 9:29 AM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto

O que eu pretendi discutir foram modelos alternativos de gestão e seus
resultados, não foi fazer propaganda dos serviços que presto.
Aliás, só partindo do princípio de que eu sou completamente estúpido é que
se admite que eu estaria a tentar vender serviços criticando, da forma clara
e linear como o faço, o modelo de gestão que a AFURNA faz do seu património.
Esta mensagem do Manuel Antunes pretende simplesmente desviar a atenção da
discussão dos modelos alternativos de gestão de áreas com valor para a
biodiversidade para um ataque pessoal sem qualquer sentido, dizendo que eu
quero simplesmente vender os meus serviços à AFURNA.
É uma mensagem indigna.
E, como defesa do modelo de gestão da AFURNA, bem demonstrativa da falta de
argumentos convincentes.
henrique pereira dos santos



publicado por MA às 12:55
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - XII

Olhe que não, Henrique. O que eu escrevi: "Por exemplo, em 2009, fora dos
afloramentos rochosos, a custo zero, fez-se fogo controlado e faixas de
proteção, a um custo médio de 8 euros por hectare" (segunda-feira, 13 de
Setembro de 2010 16:10).
Traduzo: quer isso tão simplesmente dizer que nos afloramentos rochosos não
se gastou nada, como é óbvio; nos outros locais, nesse ano, com o fogo
controlado e faixas de proteção, ficou a uma média de 8 euros por hectare.
Manuel Antunes

NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: <as1075017@sapo.pt>
To: "Manuel Antunes" <mantunes@mail.telepac.pt>
Cc: "AMBIO" <ambio@uevora.pt>
Sent: Wednesday, September 15, 2010 6:24 AM
Subject: Re: [ambio] RES: RES: Vilarinho da Furnaestá de luto

quem falou em custo zero a oito euros por hectare foi o manuel, eu só
fiz uma piada inofensiva com o seu lapso.
Não tenho dúvidas de que a afurna tenha pago integralmnente à
associação florestal. O que acontece é que os custos dos serviços das
associações são deflaciondos pelo apoio que o Estado lhes dá.
Só isso.
henrique pereira dos santos



publicado por MA às 12:52
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - XI

O Henrique Prereira dos Santos anda mesmo obcecado. Não se pode dizer uma
palavra sobre Vilarinho da Furna, que ele salta logo com insinuações de
baixo nível. E começa (continua) a não dizer coisa com coisa.
Limitei-me a fazer um elogio aos técnicos com quem a AFURNA tem trabalhado
na prevenção dos incêndios e lá vem ele: "Eu já tinha estranhado o custo
zero de oito euros por hectare..."
Alguma vez pode haver custo zero de oito euros do que quer que seja?
Parvoice.
Por outro lado, aconselho-o a não apostar "que pagaram também parte da
equipa técnica da Associação florestal", porque perde. É que a AFURNA pagou
integralmente à referida equipa. Tudo na mais estrita legalidade.
E não me venha com a demagogia dos contribuintes. Por acaso os antigos
habitantes de Vilarinho da Furna não são também contribuintes? E a própria
AFURNA, que até paga IMI (ex-Contribuição Autárquica) pela barragem de
Vilarinho da Furna, não é contribuinte?
Manuel Antunes

NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>; "'AMBIO'"
<ambio@uevora.pt>; "'Paulo Alexandre Martins Fernandes'" <pfern@utad.pt>
Sent: Tuesday, September 14, 2010 1:43 PM
Subject: RES: [ambio] RES: RES: Vilarinho da Furna está de luto

"Em Vilarinho da Furna, desde há dois anos a esta parte, temos trabalhado,
para os fogos controlados e limpeza de matos, com uma excelente equipa
(passe a publicidade) da Associação Florestal do Cávado, com a supervisão
dos extraordinários Técnicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês."
Eu já tinha estranhado o custo zero de oito euros por hectare, mas tanto
quanto percebo custo zero quer dizer apenas custo zero para a AFURNA porque
pelos vistos os contribuintes pagaram o acompanhamento (os técnicos do PNPG,
parece que afinal o parque faz alguma coisa) e aposto que pagaram também
parte da equipa técnica da Associação florestal.
Não estou a dizer que discordo, bem pelo contrário, mas é apenas para
esclarecer como se chega a valores de limpeza de matos de oito euros por
hectare: socializando os custos e privatizando os proveitos.
henrique pereira dos santos



publicado por MA às 12:48
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - X

O Henrique ainda não percebeu que a AFURNA não está interessada no seu
modelo de gestão para nada. Se faz favor, vá vendê-lo para outra freguesia,
onde lhe paguem melhor por ele.
Era só o que faltava recebermos conselhos de quem, relembro, tem o desplante
de afirmar "Só que aqui chegados devo dizer que então, como me tenho cansado
de dizer, o problema dos fogos não existe nem Vilarinho está de luto" (HPS,
Tuesday, September 14, 2010 11:50 AM).  E se não existe em Vilarinho, como é
que existe o problema do fogo em Portugal? Se um dia lhe arder a casa,
talvez comece a perceber que, afinal, é capaz de haver um pequeno problema
com o fogo por estas bandas.
Continue lá com as suas parafernálias à vontade, que a AFURNA continuará
aconselhada e devidamente assessorada por alguém que, nessa matéria, e não
só, considera melhor habilitado que o Henrique Pereira dos Santos.
Manuel Antunes

NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Henrique Pereira dos Santos" <as1075017@sapo.pt>
To: "'Manuel Antunes'" <mantunes@mail.telepac.pt>
Cc: "'AMBIO'" <ambio@uevora.pt>
Sent: Tuesday, September 14, 2010 1:21 PM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto


"O Henrique insurge-se contra o tomar medidas para evitar (tanto quanto
possível) os incêndios. Eu insurjo-me contra essa parafernália para os
apagar e fazer política à custa deles. São gostos... e não só."

Eu presumo que o Manuel sabe ler.
Portanto o que aqui diz não é com certeza por não ter lido o que escrevo
(doutra forma não me respondia) mas sim porque como não consegue explicar a
lógica de gestão da Afurna para o monte de Vilarinho e não tem argumentos
para responder em concreto ao que propuz (ganhar dinheiro com o fabuloso
capital natural que tem entre mãos em vez de perseguir um fantasma
produtivista deficitário e dependente de ajudas externas), quer desviar a
convesa atribuindo-me posições que sabe perfeitamente que não tenho.
Não me tenho cansado de chamar a atenção para o excesso de dinheiro posto no
combate (coisa que o Manuel efectivamente não faz, aproveita cada fogo e
cada oportunidade para dizer que os recursos deviam era estar na sua mão e
não na mão do Estado, mas nunca discute aplicações alternativas para os
recursos existentes).
É completamente ridículo, depois de tudo o que tenho escrito sobre controlo
de combustiveis escrever a frase  que citei.
É completamente ridículo, depois do que tenho dito sobre os fogos
controlados (relativamente pouco porque é uma coisa adquirida, pelo menos em
tese) e sobre o uso de cabras e sobre a necessidade de encontrar economias
que tornem sustentável a gestão de combustiveis escrever a frase que citei.
Se quiser ler mais um bocado, vá ao site ver o que faz a ATN com
incomparavelmente menos recursos que a Afurna, e numa situação muito mais
desfavorável. E esteja à vontade porque é trabalho é de outros, não é meu, e
no que diz respeito à gestão do fogo até tenho algumas divergências
importantes com a direcção da ATN. Mas vá lá e perceba que há alternativas.
Não precisa de viver permanentemente em guerra com tudo e todos para sacar
dinheiro ao Estado, o capital que tem entre mãos é rentável desde que a
AFURNA (a sua direcção, evidentemente) se disponha a deixar-se de usar estes
truques baixinhos como o que usou para me encostar aquela que é a verdadeira
posição da AFURNA: fazer estradas, fazer povoamentos, fazer pontos de água,
fazer operações de silvicultura preventiva, gerir equipas de sapadores,
etc.,  para obter uma produção que não paga os gastos se pelo meio não se
conseguir sacar o suficiente dos contribuintes à custa do fadinho da
tragédia.
Ora essa posição é exactamente a mesma das pessoas que têm tomado decisões
sobre os fogos e as florestas.
De forma sistemática, pública, visível tenho contestado essa política, pondo
sempre a tónica na gestão de combustiveis e reduzindo os fogos à sua real
dimensão (que é grande do ponto de vista económico em especial para a
fileira do pinho, e menos para as outras fileiras florestais, mas isso é um
problema ds operadores económicos dessas fileiras, não é um problema do
contribuinte, e que é grande do ponto de vista do alarme social mas que tem
uma importância mais que marginal para a conservação).
Não me faltava mais nada que agora estar a ouvir um digno representante da
velha escola de ganhar dinheiro com o pinho, privatizando os lucros e
socializando os prejuízos a tentar inverter as posições de cada um na
discussão.
Retórica está bem (de maneira geral é fraca mas quem dá o que tem a mais não
é obrigado), mas má-fé dispenso.
henrique pereira dos santos




publicado por MA às 12:44
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Domingo, 19 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - IX

Olá Paulo,
Obrigado pelo contributo.
Em Vilarinho da Furna, desde há dois anos a esta parte, temos trabalhado,
para os fogos controlados e limpeza de matos, com uma excelente equipa
(passe a publicidade) da Associação Florestal do Cávado, com a supervisão
dos extraordinários Técnicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Manuel Antunes

NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: "Paulo Alexandre Martins Fernandes" <pfern@utad.pt>
To: "AMBIO" <ambio@uevora.pt>
Sent: Tuesday, September 14, 2010 8:38 AM
Subject: Re: [ambio]RES: RES: Vilarinho da Furna está de luto


Henrique,

No território sob gestão pública o fogo controlado expande-se na presença de
serviços florestais (ou de gestão de áreas protegidas) com forte capacidade
operacional, como nos EUA e Austrália, e que deixámos de ter há mais de 20
anos. Em áreas privadas requer gestão profissional da floresta e a
existência de empresas que prestem o serviço de queima, como na Florida
(apesar dos serviços do estado também desempenharem um papel importante).
Creio que com a capacidade de intervenção actual se poderia chegar aos 5000
ha anuais, num ano com condições meteorológicas favoráveis, o que nos
colocaria a par de França, onde a área de f.c. por vezes supera a área de
incêndio. Se o nosso dispositivo de combate a incêndios soubesse tirar
partido da gestão de combustíveis (o que não sucede actualmente) creio que
com 20 a 30 mil ha de f.c por ano conseguíriamos bons resultados. Note-se
que na região do Mundo com melhor desempenho no que toca a evitar grandes
incêndios (SW Austrália) a área anual de f.c é cerca de 4x superior à
superfície percorrida por incêndios. Independentemente dos recursos
financeiros disponíveis, os obstáculos mais óbvios à expansão do f.c. são os
poucos técnicos a operar (talvez cerca de 10% do nº total de técnicos com
formação específica para queimar) e o reduzido nº de planos de queima que
são submetidos.

P. Fernandes




publicado por MA às 12:41
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Sábado, 18 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - VIII

Caro Henrique,
Reescrevo:
"Evidentemente que os preços por hectare são muito diferenciados. Por
exemplo, em 2009, fora dos afloramentos rochosos, a custo zero, fez-se fogo
controlado e faixas de proteção, a um custo médio de 8 euros por hectare.
Já, em 2010,  roça, destroço e desbaste de pinhal, nas zonas antes
referidas,  e fogo controlado noutras (poucas) áreas, ficou por uns 1000
euros por hectare.
Eu próprio fiquei "assustado" com este último orçamento, Mas foi-me
explicado que era a única zona no Monte de Vilarinho que ficaria a custo tão
elevado, dado o tipo de matagal e terreno pedregoso, acrescido do desbaste
de pinheiros.
De futuro, utilizar-se-iam, principalmente, os fogos controlados, de
inverno, e a limpeza de faixas de proteção. E uma coisa é roçar matagais com
30 anos e outra, bem diferente, quando os matos têm apenas 4 anos, como
propus" (Enviada em: segunda-feira, 13 de Setembro de 2010 16:10).
Nunca disse que o monte de Vilarinho ardeu todo. Ainda ficou por arder uma
faixa na serra do Gerês, de uns 50 ha, por acaso com bastante carvalhal, bem
como outros 50 hectares, que arderam no ano passado, onde havia uma
plantação com 9 anos, e uns 500 ha que arderam em 2006, mais uns 100 ha que
arderam já não sei há quanto tempo.
Se for preciso ainda arder tudo isso para que o Henrique deixe de dizer que
"o problema dos fogos não existe nem Vilarinho está de luto" (Tuesday,
September 14, 2010 11:50),  lá chegará a altura, se nada se fizer. Mas, se
"o problema dos fogos não existe nem Vilarinho está de luto", como refere o
Henrique, será que existe problema dos fogos em Portugal? É que a
generalidade dos fogos, no país, foram em zonas semelhantes às do monte de
Vilarinho. E se assim é, para quê a parafernália do dispositivo do "negócio
dos incêndios (bombeiros, helicópteros, aviões, militares, peregrinações de
ministros, parlamentares e outras comitivas)" (domingo, 12 de Setembro de
2010 16:16)?
O Henrique insurge-se contra o tomar medidas para evitar (tanto quanto
possível) os incêndios. Eu insurjo-me contra essa parafernália para os
apagar e fazer política à custa deles. São gostos... e não só.
Manuel Antunes

NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: Henrique Pereira dos Santos
To: 'Manuel Antunes' ; 'AMBIO'
Sent: Tuesday, September 14, 2010 11:50 AM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto


Manuel,
Resumindo, 561 ha por 65000 mil euros, dá cerca de 115 euros por hectare.
Ora o que o Manuel tem dito, é que o monte ardeu (com excepção desses 561
hectares, suponho eu). Sendo o monte de Vilarinho de 2000 hectares terão
ardido 75%, certo? Assim sendo, qual é o rendimento expectável dos 25% que
foram salvos do fogo?
Eu disse que tripilicou e o Paulo Fernandes corrigiu-me: sextuplicou.
O Manuel gosta  de brincar com as  palavras. Eu digo que 6 milhões de
hectares são matos e matas. O Manuel diz que não, que é preciso tirar a esse
valor 50% por estradas e por aí fora. Eu explico  que isso está nos outros
três milhões. O Manuel diz que não, pelo menos em Vilarinho, porque 50%
seguramente estão fora das contas porque há lá muito que é "vegetação
espontânea rasteira". Portanto a sua ideia é de que esses não contam. OK.
Então é preciso reduzir mesmo 50%, ficamos apenas com os três milhões de
povoamentos e não consideramos necessário intervir nos outros três milhões a
que o Manuel chama vegetação espontânea rasteira e que o comum dos mortais
chama matos. Só que aqui chegados devo dizer que então, como me tenho
cansado de dizer, . É que 60 a 70% da área ardida é a tal vegetação
espontânea rasteira, a que o comum dos mortais chama matos.
Finalmente de acordo.
Só que para gerir isso não são precisas estradas e por aí fora.
henrique pereira dos santos



publicado por MA às 12:38
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - VII
Caro Henrique,
Que não seja por falta dos hectares, do monte de Vilarinho da Furna, onde houve intervenção contra incêndios, que as suas contas fiquem baralhadas. Pode crer que não há nenhum segredo de Estado. Quando muito, haveria segredo de Vilarinho da Furna. Mas nem isso.
Pensei que os dados que  forneci no post anterior eram mais que suficientes. Mas aqui vão os referidos hectares e respetivos custos: em 2009: 500 ha, a um custo médio de 8 euros por ha = 4000 euros; em 2010: 61 ha, a um custo médio de 1000 euros por ha = 61000 mil euros. Total = 65000 euros, números redondos. Tudo nas condições referidas na mensagem anterior, que me dispenso de repetir.
Diz o Henrique que o fogo controlado triplicou nos últimos anos, em Portugal. Mas não me lembro de ter sido feito fogo controlado, nem havido qualquer outro tipo de intervenção contra incêndios, na Ermida, em Germil, no Lindoso, no Soajo (depois do fogo descontrolado de 2006), em Covide, nas encostas da Vila do Gerês, etc. etc. E o resultado foi o que se viu este ano, como se tem visto noutros anos.
Quanto às ditas áreas de "matos e florestas", a nível nacional, pode o Henrique garantir que o monte de Vilarinho todo, com os seus afloramento rochosos, zonas de vegetação espontânea rasteira, caminhos (poucos, porque não têm deixado fazer mais), não está incluído nos tais 6 milhões de hectares, que refere? Pelo menos, relativamentre a Vilarinho, faça favor de retirar 50%. E o mesmo acontecerá com o Campo do Gerês, Covide, para só mencionar alguns lugares vizinhos, que melhor conheço. Numa dessas, o Henrique vai ver que até tenho (alguma) razão. E que, se há "delírios irrealistas" neste debate, eles são, certamente, das contas mirabolantes que o Henrique fez para controlo dos incêndios em Vilarinho da Furna. Se assim fosse, já há muito que tínhamos empandeirado o património comunitário dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, o que, com a gestão da Direção d'AFURNA, a que tenho a honra de presidir, não irá acontecer.
Manuel Antunes
  
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: Henrique Pereira dos Santos
To: 'Manuel Antunes' ; 'AMBIO'
Sent: Tuesday, September 14, 2010 12:27 AM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto

Bom, o Manuel Antunes recusa-se a dizer quantos hectares intervencionou com 65 000 euros. Registo.

Quanto ao resto nem merece comentário, entre outras razões porque apesar de eu ter explicado que os 6 milhões de hectares são matos e florestas o Manuel pretende ainda retirar-lhe coisas que estão nos outros 3 milhões de hectares. Ou seja, o Manuel não parece saber do que está a falar. Sobretudo quando fala em subtrair 50% a estes seis milhões com base em coisas contabilizadas nos 3 milhões restantes e que nem por sombras em caso algum atingiriam 50% da área de matos e florestas.

Penso que aliás que é por isso que não apresente nenhumas contas concretas: nem quantos hectares intervencionou com os 65 000 hectares, nem quando considera o preço médio para o país.

Claro que só isso justifica que pretenda limpar 3 milhões de hectares com fogo controlado quando o país triplicou a área de fogo controlado nos últimos anos de 200 hectares para 600 hectares. Força Manel, já só falta capacidade de fazer fogo controlado em 2 milhões, novencentos e novente e nove mil e quatrocentos hectares, se as contas estão certas que tenho mais que fazer que perder tempo com delírios irrealistas.

De qualquer maneira o resultado de 65 00 euros gastos em Vilarinho, numa área que o Manuel considera segredo de Estado, é o que se viu.

QED.

Henrique pereira dos santos

 



publicado por MA às 12:34
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - VI
Finalmente, o Henrique Pereira dos Santos deu-me "toda a razão". É de saudar. Só lhe fica bem.
Quanto às falácias do Henrique, que referi, relativamente às suas contas inflacionadas para controlo dos incêndios, em Vilarinho da Furna, elas rsultam, essencialmente, de aplicar a mesma média exagerada, a todo o terreno.
É que, nos 2000 ha do monte de Vilarinho, há situações muito dferentes. Como pode haver formas de interveção muito diferenciadas. Em termos concretos, nesse monte, há uns 50% de grandes afloramentos rochosos e zonas de vegetação espontânea muitos rasteira, bastante inacessíveis, que não carecem, praticamente, de intervenção. Depois, os tipos de intervenção também são muito diferentes, conforme a natureza dos terrenos. Em Vilarinho, em 2009/2010, foram utilizados 4 tipos: fogo controlado durante o inverno; faixas de proteção com roça e detroço de mato; roça e detroço de mato integral em zona de matagal com mais de 30 anos, com bastante pedra; roça e detroço de mato integral, com desbaste de pinhal, em área ardida há 25 anos.
Evidentemente que os preços por hectare são muito diferenciados. Por exemplo, em 2009, fora dos afloramentos rochosos, a custo zero, fez-se fogo controlado e faixas de proteção, a um custo médio de 8 euros por hectare. Já, em 2010,  roça, destroço e desbaste de pinhal, nas zonas antes referidas,  e fogo controlado noutras (poucas) áreas, ficou por uns 1000 euros por hectare.
Eu próprio fiquei "assustado" com este último orçamento, Mas foi-me explicado que era a única zona no Monte de Vilarinho que ficaria a custo tão elevado, dado o tipo de matagal e terreno pedregoso, acrescido do desbaste de pinheiros.
De futuro, utilizar-se-iam, principalmente, os fogos controlados, de inverno, e a limpeza de faixas de proteção. E uma coisa é roçar matagais com 30 anos e outra, bem diferente, quando os matos têm apenas 4 anos, como propus.
Além disso, em Vilarinho, há pontos mais expostos ao início de incêndios, que estão perfeitamente identificados e que devem ser objeto de especial cuidado de limpeza.
Isto relativamente a Vilarinho da Furna.
Extrapolando para o país, e dando de barato que, neste, "cerca de seis milhões [de hectares] são matos e floresta", como diz o Henrique, penso que a este valor também se lhe deveria subtrair uns 50% relativos a afloramentos rochosos, estradas, auto-estradas, caminhos, lagoas, baragens, rios, que há pelo meio dos referidos matos e floresta. E o respetivo custo anual de 300 milhões de euros, referido pelo Henrique, já ficava reduzido a 150 milhões de euros.
Optando, maioritariamente, pelo fogo controlado de inverno e faixas de proteção, penso que facilmente se poderia reduzir o valor, antes apontado, para uns 50 milhões de euros ano. O que seria metade do "custo do dispositivo do combate", mencionado pelo Henrique. E a efiência (presume-se) seria muito maior, pois, como tem estado, não é só Vilarinho que, todos os anos, fica de luto, mas todo o país. E "o ambiente agradece" a mudança de paradigma de luta contra incêndios.
Manuel Antunes
 
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: Henrique Pereira dos Santos
To: 'Manuel Antunes' ; 'AMBIO'
Sent: Sunday, September 12, 2010 7:28 PM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto

O Manuel tem toda a razão, concordo com tudo o que diz e etc..

Só tenho pena foi que se tivesse esquecido de dizer quantos hectares limpou com os 65 000 euros. Isso é que era informação útil para a discussão.

Quanto ao país todo fazem-se já umas contas de algibeira: o país tem 9 milhões de hectares. Destes, cerca de seis milhões são matos e floresta. Vamos admitir que é preciso limpar os matos de cinco em cinco anos. Para facilitar, vamos admitir que só limpamos 5 milhões de hectares, ou seja, um milhão por ano. O preço de limpar matos varia entre os 50 euros por hectare nas situações mais favoráveis (povoamentos industriais bem instalados onde pode passar uma grade de discos), até muito mais de 1000 euros por hectare (escarpados só passíveis de ser limpos manulamente e com produtividades de trabalho muito baixas. Vamos estipular um preço de 300 euros por hectare (que é um preço médio baixo). Custo anual: 300 milhões de euros. Custo do dispositivo de combate (que mesmo assim não pode ser todo eliminado, mas vamos supôr que sim): 100 milhões.

Caro Manuel,

Venham de lá os seu números e deixe a retórica para quem aprecia o género.

henrique pereira dos santos



publicado por MA às 12:30
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
Vilarinho da Furna está de luto - V
Finalmente, o Henrique Pereira dos Santos deu-me "toda a razão". É de saudar. Só lhe fica bem.
Quanto às falácias do Henrique, que referi, relativamente às suas contas inflacionadas para controlo dos incêndios, em Vilarinho da Furna, elas rsultam, essencialmente, de aplicar a mesma média exagerada, a todo o terreno.
É que, nos 2000 ha do monte de Vilarinho, há situações muito dferentes. Como pode haver formas de interveção muito diferenciadas. Em termos concretos, nesse monte, há uns 50% de grandes afloramentos rochosos e zonas de vegetação espontânea muitos rasteira, bastante inacessíveis, que não carecem, praticamente, de intervenção. Depois, os tipos de intervenção também são muito diferentes, conforme a natureza dos terrenos. Em Vilarinho, em 2009/2010, foram utilizados 4 tipos: fogo controlado durante o inverno; faixas de proteção com roça e detroço de mato; roça e detroço de mato integral em zona de matagal com mais de 30 anos, com bastante pedra; roça e detroço de mato integral, com desbaste de pinhal, em área ardida há 25 anos.
Evidentemente que os preços por hectare são muito diferenciados. Por exemplo, em 2009, fora dos afloramentos rochosos, a custo zero, fez-se fogo controlado e faixas de proteção, a um custo médio de 8 euros por hectare. Já, em 2010,  roça, destroço e desbaste de pinhal, nas zonas antes referidas,  e fogo controlado noutras (poucas) áreas, ficou por uns 1000 euros por hectare.
Eu próprio fiquei "assustado" com este último orçamento, Mas foi-me explicado que era a única zona no Monte de Vilarinho que ficaria a custo tão elevado, dado o tipo de matagal e terreno pedregoso, acrescido do desbaste de pinheiros.
De futuro, utilizar-se-iam, principalmente, os fogos controlados, de inverno, e a limpeza de faixas de proteção. E uma coisa é roçar matagais com 30 anos e outra, bem diferente, quando os matos têm apenas 4 anos, como propus.
Além disso, em Vilarinho, há pontos mais expostos ao início de incêndios, que estão perfeitamente identificados e que devem ser objeto de especial cuidado de limpeza.
Isto relativamente a Vilarinho da Furna.
Extrapolando para o país, e dando de barato que, neste, "cerca de seis milhões [de hectares] são matos e floresta", como diz o Henrique, penso que a este valor também se lhe deveria subtrair uns 50% relativos a afloramentos rochosos, estradas, auto-estradas, caminhos, lagoas, baragens, rios, que há pelo meio dos referidos matos e floresta. E o respetivo custo anual de 300 milhões de euros, referido pelo Henrique, já ficava reduzido a 150 milhões de euros.
Optando, maioritariamente, pelo fogo controlado de inverno e faixas de proteção, penso que facilmente se poderia reduzir o valor, antes apontado, para uns 50 milhões de euros ano. O que seria metade do "custo do dispositivo do combate", mencionado pelo Henrique. E a efiência (presume-se) seria muito maior, pois, como tem estado, não é só Vilarinho que, todos os anos, fica de luto, mas todo o país. E "o ambiente agradece" a mudança de paradigma de luta contra incêndios.
Manuel Antunes
 
NB - Esta mensagem está escrita segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, exceto nas gralhas e citações.
----- Original Message -----
From: Henrique Pereira dos Santos
To: 'Manuel Antunes' ; 'AMBIO'
Sent: Sunday, September 12, 2010 7:28 PM
Subject: RES: [ambio] Vilarinho da Furna está de luto

O Manuel tem toda a razão, concordo com tudo o que diz e etc..

Só tenho pena foi que se tivesse esquecido de dizer quantos hectares limpou com os 65 000 euros. Isso é que era informação útil para a discussão.

Quanto ao país todo fazem-se já umas contas de algibeira: o país tem 9 milhões de hectares. Destes, cerca de seis milhões são matos e floresta. Vamos admitir que é preciso limpar os matos de cinco em cinco anos. Para facilitar, vamos admitir que só limpamos 5 milhões de hectares, ou seja, um milhão por ano. O preço de limpar matos varia entre os 50 euros por hectare nas situações mais favoráveis (povoamentos industriais bem instalados onde pode passar uma grade de discos), até muito mais de 1000 euros por hectare (escarpados só passíveis de ser limpos manulamente e com produtividades de trabalho muito baixas. Vamos estipular um preço de 300 euros por hectare (que é um preço médio baixo). Custo anual: 300 milhões de euros. Custo do dispositivo de combate (que mesmo assim não pode ser todo eliminado, mas vamos supôr que sim): 100 milhões.

Caro Manuel,

Venham de lá os seu números e deixe a retórica para quem aprecia o género.

henrique pereira dos santos



publicado por MA às 12:26
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